segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Depoimentos - Primeira semana de julgamento


Na primeira semana (27/09 - 30/09), foram ouvidas 12 testemunhas, ao todo. Confira abaixo o resumo do depoimento de cada uma delas.

Fontes: The Essential, Twitter MJBeats, Twitter MJNABrasil, Terra, HojeEmDia, EgoNotícias, G1, O fuxico



O coreógrafo e diretor da turnê "This is It", Kenny Ortega, foi a primeira testemunha a depor. Kenny disse que no início da produção da turnê ele se encontrava com Michael cerca de três a quatro vezes por semana. O promotor perguntou se os filhos do cantor iam aos ensaios: "Não. Ele pretendia levá-los aos shows em Londres e queria que eles se concentrassem nos estudos", explicou Kenny. O promotor perguntou quantas horas de ensaio por dia o cantor costumava fazer: "De sete a oito horas envolvendo ensaio físico e discussão de detalhes da produção", respondeu o coreógrafo. Durante o testemunho, Kenny revelou que no fim do mês de junho de 2009, Michael começou a faltar alguns ensaios e que no dia 19 de junho apareceu doente. "Ele não estava bem, parecia perdido e estava incoerente". Ainda segundo Ortega, ele se sentou com Michael para observar o ensaio e o cobriu com uma manta. "Trouxe comida e massagiei seus pés. Neste dia, ele deixou o ensaio mais cedo". Em e-mail enviado ao CEO da AEG, empresa responsável pela turnê, Ortega demonstrou sua preocupação com o estado de saúde do cantor. Ele diz achar necessário que Michael tivesse acompanhamento de um terapeuta e que os figurinistas repararam que o cantor tinha perdido peso. Murray confrontou Ortega durante uma reunião na casa de Michael Jackson dizendo que ele não deveria agir como um médico e que Michael estava física e emocionalmente capaz de lidar com as responsabilidades do show: "Eu discordei", declarou Ortega. Nos dias 23 e 24 de junho de 2009, Jackson apareceu nos ensaios: "Era um Michael diferente. Ele estava disposto e cheio de energia", declarou o coreógrafo. No dia 25 de junho, Ortega recebeu uma ligação do produtor Paul Gongaware dizendo que o cantor havia sido levado para o hospital de ambulância. Momentos depois, o produtor retornou a ligação. "Nós o perdemos", disse ele a Ortega.


A segunda testemunha chamada para depor foi o produtor Paul Gongaware. Ele é co-CEO da AEG Live. Já trabalhou na "Dangerous" e na "HIStory" Tour. Promotor e produtor de "This Is It". Segundo Paul, os ingressos para os dez primeiros shows foram vendidos em poucos minutos, e Michael queria adicionar mais 21, somando um total de 31 apresentações. Paul disse ainda que Michael queria que Murray fosse seu médico durante a turnê e que chegou a oferecer US$1,5 milhão para que Murray fechasse o contrato e viajasse com ele. O produtor não se sentiu confortável com a ideia. Murray queria US$5 milhões por ano para ser médico pessoal de Michael Jackson. Gongaware achou demais. Michael disse para oferecer US$150 mil/mês. Murray aceitou de mau grado, exigindo uma casa e um assistente pessoal na cidade. Detalhe: o médico não tinha licença para atuar em Londres. Segundo Paul, certa vez MJ saiu 'dopado' da clínica de Arnold Klein.


A próxima testemunha é Kathy Jorrie. Ela era advogada da AEG, empresa responsável pela turnê This Is It, e foi a responsável por redigir o contrato entre a AEG, Michael Jackson e Conrad Murray. Jorrie afirmou que questionou Dr. Murray quando o médico solicitou no contrato um desfibrilador, equipamento eletrônico usado para recuperar os batimentos cardíacos em caso de infarto. "Quis me certificar se Michael Jackson estava saudável e capaz de se apresentar, por isso o questionei". A advogada disse que Dr. Conrad assegurou que a máquina seria apenas para emergências. "Ele me garantiu que Michael estava perfeitamente saudável e em ótimas condições, mas que não queria correr o risco de não ter a máquina caso alguma emergência acontecesse, já que Michael Jackson já tinha uma idade mais avançada e a turnê seria bem cansativa. Ele queria a máquina para emergências". Com relação ao contrato entre as três partes, Jorrie disse aos promotores que Dr. Murray teve problemas com o documento, pois queria receber seu salário de US$ 150 mil até mesmo enquanto "This Is It" estivesse em um intervalo. Ela ainda afirmou que o contrato não foi assinado por todas as partes (Michael Jackson, Conrad Murray e AEG) e que nenhum dinheiro foi pago ao doutor por sua empresa. Portanto, esse tal contrato NUNCA foi válido.


Michael Amir Williams, assitente pessoal de Michael Jackson, declara que Murray ligou para ele às 12h13, quando estava no banho. Williams retornou às 12h15 e Murray disse que Jackson estava passando mal. Mas em nenhum momento o médico pediu que ele ligasse para a emergência. Quando chegou na casa do cantor, uma ambulância já estava lá. O clima era frenético. O corpo de Jackson estava sendo conduzido. Williams e os seguranças levaram as crianças para o hospital. A babá, Rosalind Muhammed, também estava no carro, seguindo a ambulância ao Centro Médico de Los Angeles. Conrad Murray disse ao assistente que queria voltar à casa para pegar um creme que "MJ não gostaria que o mundo soubesse" - hidroquinona, usado no tratamento de vitiligo. Porém, a polícia tinha tirado as chaves dele. Depois disso, Murray foi comer. "Michael Jackson acabou de morrer e Conrad Murray queria fazer um lanchinho. Achei estranho", disse Amir Williams. Williams também disse que já viu Michael Jackson voltando do consultório de Arnold Klein aparentemente dopado.


Faheem Muhammad, chefe de segurança de MJ, diz que recebeu um telefonema no dia 25: "MJ teve uma reação ruim, suba as escadas". Viu Alberto Alvarez em pé, no lado da cama. Murray estava muito nervoso, suando. Ele parecia estar fazendo CPR. Michael estava com os olhos abertos, a boca ligeiramente aberta. Parecia estar morto. Segundo Muhammad, Prince e Paris viram essa cena. Paris estava no chão, aos prantos, e Prince estava em pé, também chorando, em choque. Tratou logo de tirá-los de lá. Conrad Murray perguntou a Alvarez se ele sabia fazer a CPR. Pouco tempo depois, os paramédicos chegaram. No hospital, colocaram casacos no corpo do Rei do Pop, para evitar fotos de paparazzi. Muhammad disse que Murray pediu uma carona para conseguir comida e ele negou. O segurança, que também já havia sido motorista de Jackson, declara que levou o cantor até Arnold Klein em várias ocasiões, e que, após algumas visitas, Michael caía "embriagado".


O segurança Alberto Alvarez declara que o cantor estava bem no dia 24/06: "Michael Jackson estava feliz e em boas condições". Descreveu a cena do dia 25 de junho: a porta principal estava trancada. Pelo vidro se via a babá, Paris chorando nas escadas e Murray no topo delas. Kay Chase (a cozinheira/nutricionista) estava no piso inferior. Disse ter visto Prince assim que chegou ao segundo piso da casa, correndo em direção oposta. "Ele (MJ) estava estirado na cama, a cabeça estava para cima. Boca e olhos bem abertos. Sua cabeça estava ligeiramente virada à esquerda", declarou Alvarez. O segurança termina o depoimento confirmando que Conrad Murray mandou que ele escondesse remédios numa sacola azul, antes de ligar para a emergência. Havia Propofol no quarto de Jackson.


Kai Chase, cozinheira e nutricionista de Michael, declarou que viu Murray no dia 24/06. Ele avisou que o Rei do Pop gostaria de almoçar com Prince, Paris e Blanket. "Ele estava feliz porque estava almoçando com seus filhos", disse. O 25/06 seria mais um dia normal de trabalho, até que Conrad Murray desce as escadas, em pânico: "Obtenha ajuda! Chame a segurança! Chame Prince!". Ela diz que foi buscar Prince e retornou à cozinha. Muitos funcionários estavam chorando. As crianças estavam gritando, aos prantos. Todos começaram a se abraçar, de mãos dadas e rezando. "Meu coração ainda está quebrado. Foi um dia muito devastador para mim", disse Chase. O médico jamais pediu a ela que ligasse para a emergência.


Robert Johnson, de uma empresa de equipamentos médicos, foi a primeira testemunha do 4º dia de julgamento. Ele afirmou que o equipamento usado por Murray no dia da morte do cantor era inadequado. O médico utilizou um oxímetro de pulso portátil inapropriado. "Ele não é o ideal pois não tem alarme", afirmou a testemunha, que acrescentou que Murray deveria ter olhado constantemente para a tela do aparato para controlar as mudanças nos sinais de Michael, pois só assim identificaria uma parada cardíaca. A promotoria alegou que o dispositivo usado pelo médico era de baixa qualidade e que existiam outros disponíveis no mercado, capazes de realizar um monitoramento mais prolongado do paciente.


Robert Russell, um ex-paciente de Conrad Murray, disse que se sentiu "abandonado" pelo médico quando este se despediu de todos os seus pacientes para atender exclusivamente a Michael Jackson. Ele descreveu o atendimento que recebeu do cardiologista em Las Vegas, depois de sofrer um ataque do coração em março de 2009. "Sente que ele salvou sua vida?", perguntou a promotora Deborah Brazil. "Sim", respondeu Russell. Mas, tudo mudou quando Murray disse a ele que teria de deixar seu consultório para "se ocupar de um paciente em Londres". "Eu me senti um pouco frustrado. Era minha vida que estava em jogo", disse Russell diante do tribunal. Em 25 de junho, dia da morte de Michael Jackson, Russell ligou para o consultório do médico Murray e ameaçou processá-lo caso o médico não respondesse. O paciente recebeu depois disso uma mensagem de Murray - que ligou para ele enquanto estava na casa do cantor na manhã de sua morte - para dizer que seu coração estava "consertado". "Eu me senti abandonado", disse.


Richard Senneff foi o primeiro paramédico a chegar no quarto de Michael Jackson. "O comportamento de Murray era frenético, em pânico", declarou. Senneff perguntou quais eram as condições de saúde de Jackson, há quanto tempo ele estava ali. Não houve resposta. Tentaram ressuscitar Michael Jackson com massagem cardíaca e eletrochoque. Não havia reação. Inicialmente Murray negou quaisquer medicamentos, depois assumiu Lorazepam, mas nada além disso. Ele disse que tratava Michael Jackson de desidratação e exaustão, apenas. "Poderíamos ter salvo Michael Jackson se tivessem ligado para nós imediatamente", declarou o paramédico. Robert Senneff diz que o estado de Michael Jackson era: corpo gelado, olhos muito abertos e secos, pupilas dilatadas. As observações fizeram crer que o Rei do Pop estava naquele estado há mais do que "alguns minutos". Conrad Murray era o único a dizer que o pulso ainda estava bombeando sangue. Foi ele quem pediu para não ser declarado morto na ambulância. Senneff confirma que não existiam equipamentos médicos no quarto de Jackson. Os paramédicos viram Murray coletar materiais do chão enquanto Michael era levado para a ambulância.


Martin Blount, também paramédico, era o motorista da ambulância que chegou à residência de MJ. Ele diz que sentiu que o Rei do Pop já estava morto quando chegaram lá, mas o seu médico pessoal teria dito que ele havia desmaiado “um minuto antes da chegada” dos paramédicos. Blount comenta sobre os equipamentos médicos que estavam no quarto: tanque de oxigênio, um tubo longo com um canula nasal e um IV ligado a sua perna. Ele ouviu Senneff perguntar a Murray sobre medicamentos; Murray disse "não". Conrad Murray disse que ele estava usando o IV em Michael porque este estava desidratado, mas nenhuma vez mencionou o Propofol. Blount viu três frascos abertos de lidocaína no chão. Murray recolheu esses frascos e colocou num saco. Viu, também, um cateter em MJ, usado quando uma pessoa não pode ir ao banheiro por conta própria. Martin Blount: Parte da minha equipe moveu MJ para o chão. Murray assistia.


A última testemunha na semana foi a médica Richelle Cooper, que chefiava a equipe que atendeu Michael Jackson no hospital para o qual o cantor foi levado pelos paramédicos que o atenderam em sua casa. Segundo Richelle, Michael chegou sem vida ao local. Ela contou que conversou com Murray e que ele afirmou que Michael não tinha nenhum problema de saúde, apenas estava desidratado e muito cansado. Conrad Murray também afirmou que o astro do pop só havia tomado Lorazepan, um remédio para dormir. Ao insistir com a pergunta, o médico pessoal do cantor acrescentou que ele tomava Flomax, um remédio para o aumento da próstata, e Valium, um tranquilizante. Não mencionou o analgésico Propofol, cuja overdose causou a morte do artista.



© 2010/2011 – MJJ FC – Os direitos autorais do texto pertencem só e exclusivamente a seu autor. É unicamente dever do autor garantir a integridade do mesmo.

12 comentários:

  1. Cara, você é demais!! Isso é um presentão para nós!
    Vou ler com calma cada uma delas... depois volto aqui.

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  2. Parabéns Felipe pelo resumo da primeira semana do julgamento do "medicozinho"!
    Muito bom!
    Veio bem a calhar, porque assisti ao vivo só no primeiro dia!
    Não aguentava mais ver a cara de CM o tempo todo da transmissão, com aquela cara de coitado!!!
    Então optei por não assistir mais.

    E hoje me surpreendi com sua nova postagem, em que você resume muito bem, todos os depoimentos!!!
    Em todos eles, vemos que CM mentiu o tempo todo!
    Cada testemunha ouvida, deixava CM em situação cada vez pior!
    Quero só ver quando chegar a hora dele falar.

    Baseada em tudo o que tenho visto, ouvido, lido e conversado, ele será condenado!!!
    Só acho que a pena é muito pequena!!!

    JUSTIÇA PARA MICHAEL!!!
    CADEIA PARA MURRAY!!!

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  3. Presentão mesmo como disse o Guto!

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  4. Esse "medicozinho" (concordo plenamente Zú) está cada vez mais enrolado.
    Mesmo assim, fico na maior agonia com medo que ele arranje uma forma de se safar dessa.

    JUSTIÇA PARA MICHAEL!!!
    CADEIA PARA MURRAY!!!

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  5. "Michael Jackson acabou de morrer e Conrad Murray queria fazer um lanchinho. Achei estranho", disse Amir Williams."

    "Michael estava com os olhos abertos, a boca ligeiramente aberta. Parecia estar morto. Segundo Muhammad, Prince e Paris viram essa cena."

    "...Conrad Murray mandou que ele escondesse remédios numa sacola azul, antes de ligar para a emergência."

    " Murray deveria ter olhado constantemente para a tela do aparato para controlar as mudanças nos sinais de Michael, pois só assim identificaria uma parada cardíaca."

    "Poderíamos ter salvo Michael Jackson se tivessem ligado para nós imediatamente", declarou o paramédico."

    Sem palavras!

    JUSTIÇA PARA MICHAEL!!!
    CADEIA PARA MURRAY!!!

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  6. Li agora:
    "Michael me disse, 'Estou com medo de não fazer esses shows ou acabar sendo assassinado no palco. Por favor faça com que minhas crianças fiquem seguras, ok'", afirmou seu guarda-costas, Matt Fiddes." - MTV Últimas.

    Ele estava com esse temor e veja o que aconteceu. Não foi com um tiro. Será que o homicídio foi culposo?

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  7. Amei essa postagem. Fiquei sabendo de tudooooooo em detalhes. Tomara que você faça assim em todas. Brigada.

    L.O.V.E.

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  8. Quanta coisa está vindo à tona, né gente? Muita informação que ainda não tinha sido dita. Esse cara está "f.....", a não ser que não haja justiça naquele país.

    Felipe, faça sempre assim. Adooooreeeiiiii esse seu resumo do que cada testemunha falou.

    Ainda mais essa né Guto? Fica aí a dúvida: será que todas essas barbaridades que o "medicozinho" fez, não terá sido para atingir um fim? O de realmente tirar a vida do Mike?

    Esse patife tem de ser condenado!

    JUSTIÇA PARA MICHAEL!!!
    CADEIA PARA MURRAY!!!

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  9. Guto, já tinha lido sobre esse medo que ele tinha de ser morto. É mais sério do que eu pensava. Esse medo seria levado até para a turnê This Is It!

    Os depoimentos são muito comprometedores. Olhando desse lado, acho que ele não terá escapatória, está totalmente embaraçado.

    Vamos ver no que vai dar. Melhor dizendo, tem que dar em condenação.

    JUSTIÇA PARA MICHAEL!!!
    CADEIA PARA MURRAY!!!

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  10. Esqueci de elogiar a forma como o Felipe postou os depoimentos, colocando as fotos, também. Ficou dez!

    "Medicozinho", realmente, cai como uma luva para CM, Zú. Valeu!

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  11. Fê, meu fofinho...quero lhe dizer que adorei ver o capricho que colocou na postagem, as fotos todas do mesmo tamanho e emolduradas, e o resumo que fez. :)
    Não tenho muito que comentar nesses dias.
    Sei que todos estamos sofrendo bastante, independente de nossas crenças.
    É surreal acreditar que Michael está vivo para alguns, como também é para outros, surreal acreditar nesses absurdos que estão mostrando.

    Vamos ver o que eles ainda irão mostrar.

    Beijão em todos daqui, amo vcs!

    Michael...I love you more...L.O.V.E.
    Amor incondicional sempre!

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  12. A tradução do áudio:
    “[Michael Jackson]
    Elvis não fez isso. Os Beatles também não. Seremos fenomenais. Quando as pessoas sairem do show, do meu show, quero que elas digam: ‘nunca vi nada parecido em minha vida. É isso ai! É isso ai! É incrível! Ele é o maior do mundo’. Eu vou pegar esse dinheiro e dedicar às obras com crianças. Construirei um hospital para as crianças, o ‘Hospital Michael Jackson’ para as crianças. No hospital que construirei, haverá home theater, sala de jogos. As crianças estão tristes hoje porque não tem nada disso no hospital. Suas mentes as deprimem por não ter diversão. Eu quero poder dar isso a elas. Eu me importo com elas, elas são anjos. Deus quer que eu faça isso e eu vou fazer isso, Conrad.
    [Conrad Murray]
    Eu sei que você faria.
    [Michael Jackson]
    Não existe mais esperança, não existe. Será a próxima geração quem salvará nosso planeta, começando com… falaremos disso. Estados Unidos, Europa, Praga, meus bebês. Eles andam pelo mundo sem seus pais. Eles os abandonam e saem. É uma degradação psicológica. Alguns pedem para eu levá-los: “por favor, me leve contigo”.
    [Conrad Murray]
    Mmnh-mmnh
    [Michael Jackson]
    Quero fazer isso por elas.
    [Conrad Murray]
    Mmnh-mmnh
    [Michael Jackson]
    Quero fazer isso por elas. Quero ser lembrado mais por isso do que pelas minhas performances. As performances estarão lá para ajudar. É um sonho. Eu as amo. Eu as amo porque não tive uma infância. Eu não tive uma infância. Eu sinto a dor delas e sei que posso ajudar a sanar. “Heal The World”, “We Are The World”, “Will You Be There”, “The Lost Children”. Essas músicas eu compus porque sinto a fragilidade delas.
    (13 segundos de silêncio)
    [Conrad Murray]
    Você está bem?
    [Michael Jackson]
    Eu estou dormindo.”

    Michael mostrou muita coerência, lucidez...falando essas palavras.
    Como poderia falar tudo isso, estando nesse estado sob efeito de remédios como demonstra o áudio?
    Creio que quando a pessoa está nesse ponto de sedação, não fala nada com nada.

    bjsss

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