sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Entre em 2012 com Michael!


O canal Sony resolveu nos dar um grande presente neste fim de ano! Será exibido, no dia 31 de dezembro, a partir das 23h (horário de Brasília) o documentário This Is It. Isso mesmo, você poderá entrar em 2012 no clima de Michael!

Além disso, ele também será exibido às 17h (horário de Brasília), no mesmo dia.

Para quem tem como assistir, não perca! Estaremos todos, unidos ao som de This Is It, prestigiando e homenageando o rei!


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sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal e próspero Ano Novo!


Natal é época de união, alegria. Junto com ele, um novo ano se aproxima!

Michael Jackson não teve a chance de comemorar esta data durante a infância. Por influência de sua mãe, ele foi Testemunha de Jeová (religião que não aceita festas consideradas "pagãs") durante boa parte da vida. Independentemente das crenças de cada um, fato é que o 25 de dezembro tem tamanho poder de aproximar famílias e unir a todos numa só energia:
a energia do Natal!


Entretanto, quando adulto, o rei do pop passou a comemorar a data.



"Nós decoramos a árvore e comemos biscoitos. Eu sempre vou amar aquele nosso Natal estranho! Todos estavam tipo: 'Oh, eu tive a ceia de Natal com Michael Jackson'. De qualquer forma, estávamos nos divertindo. Foi divertido! Nós tiramos fotos e agimos feito crianças." (Carrie Fisher, presente no último Natal de MJ)



O Michael Jackson FC gostaria de desejar a você um...
Feliz Natal e Ano Novo repleto de realizações e alegria!



Termino a postagem com uma mensagem de Natal deixada por Michael em dezembro de 2002.


"Nada é mais importante do que nossas crianças. Elas são o futuro. Elas podem curar o mundo. É nossa obrigação estar lá para ajudá-las, motivá-las e amá-las. Vamos encorajá-las a realizar seus sonhos. E vamos, como pais e amigos, ajudá-las a ter bons sonhos. Feliz Natal e próspero Ano Novo! Eu amo vocês do fundo do meu coração." (Michael Jackson)

Até 2012!



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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Novo Clipe - All In Your Name


Foi lançado ontem (19/02), por Barry Gibb, o clipe Oficial de "All In Your Name".

A canção foi gravada e filmada no Oriente Ear Studios em Dezembro de 2002.

Confira o vídeo em resolução mediana:



O vídeo em HD pode ser comprado por 1,99 dólares aqui.

Obrigado, Barry, por este presente de Natal! Todos os fãs de Michael agradecem.

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Fonte: The Essential

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Especial THIS IS IT na Rádio Prosa Hits


Nesse sábado, dia 17/12, às 17h (horário de Brasília), haverá um especial sobre This Is It na Rádio Prosa Hits. Além de debates super legais sobre o tema em questão, ainda serão sorteados CDs e DVDs para quem estiver online durante o programa!

O site da rádio tem um CHAT muito divertido. Todos os fãs de Michael Jackson estão convocados para estar lá prestigiando, curtindo e concorrendo aos prêmios.

Vejo vocês lá!

Link: www.radioprosa.com.br



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sábado, 10 de dezembro de 2011

Resultado - Promoção de Natal MJJ FC


É com muita alegria que anunciamos o resultado de mais uma promoção do Blog MJJ FC.

Gostaria de agradecer e parabenizar a todos que participaram, principalmente a vencedora: Joyce Rocha.
Parabéns, Joyce! Espero que curta bastante o CD.

Para quem ainda ficou com alguma dúvida, a resposta correta era essa: With a Child's Heart. MJJFC1012

Ainda faremos outras promoções, portanto, fiquem atentos!


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Qual foi a música de Stevie Wonder cantada por Michael Jackson no álbum "Music And Me"?

Senha: MJJFC1012

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Resposta a Arnaldo Jabor


Em resposta aos comentários infelizes de Arnaldo Jabor, contratado da Rede Globo, o fórum Number Ones enviará uma carta para a emissora, pedindo uma retratação por parte do jornalista. O blog Michael Jackson FC fica muito feliz em poder contribuir com isso e presenciar tamanha união entre os fãs. Sabemos que essa não é a primeira e nem será a última ofensa pública (pelo visto, desprovida de bom senso) dirigida a Michael, mas, juntos, podemos conseguir o respeito que o Rei do Pop sempre mereceu.


Carta de manifestação dos fãs de Michael Jackson aos comentários de Arnaldo Jabor

“Não julgue uma pessoa. Não passe julgamento em ninguém a não ser que tenha falado diretamente com ela." - Michael Jackson

Através desta carta, a comunidade brasileira de fãs de Michael Jackson deseja expressar sua revolta e indignação com os comentários desrespeitosos do senhor Arnaldo Jabor, jornalista e comentarista da Rede Globo.
Não se trata de mera revolta dos fãs de um artista pop e sim da falta de responsabilidade e respeito do comentarista para com outro ser humano (Michael Jackson).
Após receber críticas vindas dos fãs do rei do pop, Arnaldo rebateu com ofensas durante programa na rádio CBN. Então, esta é a postura de um dito renomado crítico de mídia?

Para os fãs, pouco importa a sexualidade de Michael (contrariando a análise do senhor Jabor), pois isso é algo íntimo e que cabe somente ao próprio Michael. Acreditamos que não há motivo para análises ou discussões, pois Arnaldo Jabor não pode afirmar o que não sabe.
Nenhum ser humano, famoso ou não, deve ser julgado por sua orientação sexual, seja ele heterossexual, homossexual ou o que for.
Michael Jackson, acima de tudo, era um ser humano como qualquer outro (sentia dor, medo, alegrias...) e tem seu direito de ser respeitado como tal. O mesmo pode ser aplicado ao assunto sobre suas cirurgias plásticas.

Também é lamentável a ignorância em ainda acreditar que Michael Jackson desejou ficar branco, mesmo após ter sido comprovada a doença vitiligo (através de sua autópsia feito por um legista, que também testemunhou no julgamento do médico Conrad Murray). Estamos no ano de 2011 e é triste que boatos sensacionalistas de mais de 20 anos atrás ainda sejam transmitidos de forma tão negligente e formem a opinião das pessoas.

Por favor, antes de caçoar dos erros de português nas mensagens que tenha recebido, senhor Arnaldo Jabor, olhe para si mesmo e aponte seu próprio erro ao basear sua opinião em tabloides sensacionalistas e distribuí-la da forma como bem entende em um meio de comunicação no qual muitas pessoas baseiam-se para formar suas opiniões.
Não aprovamos as mensagens com xingamentos. Mas se realmente as recebeu, entenda que foram escritas tomadas pela indignação por seus comentários sobre Michael Jackson no Jornal da Globo. Gostaríamos de deixar claro que a comunidade de fãs não aprova esse tipo de atitude e deplora os termos usados por algumas pessoas, por ser grosseiros e desnecessários. Nos consideramos no direito de protestar contra as inverdades ditas, mas em momento algum desejamos transformar isso em uma briga vergonhosa.

Algo notável é que o senhor Arnaldo Jabor não dedicou ao menos cinco minutos do seu tempo para pesquisar sobre o julgamento do médico acusado pela morte de Michael Jackson antes de fazer suas declarações na tv, pois mostrou total falta de entendimento sobre o assunto.
Caso tenha interesse em realmente pesquisar, estudar e aprender algo mais profundo sobre a vida e obra de Michael Jackson, procure por fontes confiáveis e informações verídicas. E, inclusive, procure a própria comunidade de fãs. Essa observação pode parecer irônica em se tratando de um jornalista.

Sabemos que as opiniões dadas em sua programação são particulares de quem as dá, porém, Rede Globo, enquanto um profissional estiver usando o uniforme da empresa (simbolicamente falando), ele está representando ela. E quando uma emissora permite que seus profissionais se manifestem livremente sem verificar a legitimidade do que é veiculado em sua programação, esta é tão negligente com as informações quanto o profissional que as manifestou. Isso é lamentável, principalmente quando sabemos que está vindo de uma emissora que exerce grande influência na opinião do povo brasileiro. Aguardaremos providências por parte da Rede Globo.

Para finalizar, gostaríamos de relembrar a grande importância de Michael Jackson como artista para o cenário cultural e como humanitário para o mundo. A grandeza de Michael Jackson como artista é algo indiscutível, pois ele revolucionou a música e mesmo após sua morte, ainda é reconhecido como o maior influenciador dos novos artistas.
Mas Michael foi muito mais do que uma celebridade pop. Ele percorreu o mundo e sentou-se para debater sobre os problemas sociais com líderes políticos, representantes de Estados, grandes nomes da luta contra as desigualdades, promoveu palestras em universidades e criou fundações filantrópicas em busca de apoio e soluções para melhorar o mundo em que vivemos.
Não é preciso pesquisar muito para encontrar discursos de Michael Jackson onde ele expressa seu lado humanitário. Este homem recebeu prêmios por suas ações, não apenas como artista, mas também como ser humano que se dedicava a ajudar os mais necessitados e ele realmente se importava e valorizava isso. Sendo assim, Michael Jackson foi um ser humano muito superior a qualquer boato falso e sensacionalista.

Não procuramos iniciar uma "guerra" contra ninguém ou contra algo. Pelo contrário, estamos pedindo, exigindo o mínimo de respeito e compreensão com Michael Jackson, que já foi por anos bastante perseguido e torturado pelos tabloides sensacionalistas. E exigimos também respeito a nós, fãs de Michael Jackson.

Agradecemos a atenção.

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Assinaturas:

Fórum Number Ones (http://www.numberones.com.br)
Michael Jackson VIP Club (http://www.wix.com/m...nvipclub/portal)
Fórum Michael Jackson: The Essential (http://www.theking.com.br)
Blog The Untold side of the Story (http://theuntoldside...mj.blogspot.com)
Blog Michael Jackson FC (http://www.mjj-fc.blogspot.com)
Blog Cure o Mundo BH (http://www.cureomundobh.blogspot.com)
Poemas para Michael Blog (http://poemasparamic...n.wordpress.com)
Blog Falando de Michael Jackson (http://falandodemich...n.wordpress.com)
Fórum Forever Michael (http://www.mjforumforever.com)
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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Conrad Murray recebe pena máxima pela morte de Michael Jackson


Por ANTHONY McCARTNEY

AP Escritor/Entretenimento


LOS ANGELES (AP) - O médico condenado pela morte de Michael Jackson foi sentenciado ao máximo de quatro anos atrás das grades nesta terça-feira por um juiz que o denunciou como um médico imprudente, cujas ações foram uma "vergonha para a profissão médica".

Dr. Conrad Murray estava com as mãos cruzadas quando o juiz da Corte Superior, Michael Pastor, o puniu repetidamente pelo que chamou de "violação terrível da confiança", enquanto cuidava de Jackson.

No entanto, Pastor admitiu que sua sentença foi constrangida por uma mudança recente na lei da Califórnia, onde diz que Murray vai cumprir sua sentença na cadeia do condado, ao invés de prisão estadual.

Funcionários da cadeia disseram, mais tarde, que Murray vai ficar um pouco menos de dois anos atrás das grades, enquanto alojado em uma cela individual e mantido afastado de outros prisioneiros.

"Este vai ser um teste real do nosso sistema de justiça criminal, para ver se ele é significativo," disse o Procurador Distrital Steve Cooley. Ele disse que considerou pedir ao juiz para modificar a sentença e classificar o crime como grave, justificando o encarceramento em prisão estadual.

O juiz foi incansável em sua declaração a Murray, agora com 58 anos de idade, dizendo que ele mentiu várias vezes e não tinha mostrado remorso por suas ações no tratamento de Jackson. Pastor também disse que o uso pesado do poderoso anestésico propofol por Murray, para ajudar Jackson em sua batalha contra a insônia, violou sua obrigação juramentada.

"Deve ficar muito claro que a medicina experimental não vai ser tolerada, e o Sr. Jackson foi uma experiência", disse Pastor. "Dr. Murray ficou intrigado com a perspectiva e se engajou nesta loucura da medicina pelo dinheiro, mas simplesmente não vai ser tolerado por mim."

Pastor também disse que Murray não teve "absolutamente nenhum sentimento de culpa, e é perigoso para a comunidade".
O juiz disse que um dos aspectos mais preocupantes do caso Murray foi uma gravação de Jackson recuperada de telefone celular do médico.

"Essa gravação foi a política de segurança do Dr. Murray", disse Pastor. "Foi projetada para gravar seu paciente clandestinamente quando ele estava mais vulnerável."

O advogado de defesa, J. Michael Flanagan, sustentou que nada dito durante a audiência teria mudado a cabeça do juiz sobre a sentença.

A família de Michael Jackson disse a Pastor, em um comunicado lido anteriormente, que eles não estavam em busca de vingança, mas queriam que Murray recebesse uma sentença dura, que serviria como um alerta aos médicos oportunistas. O comunicado incluia elementos dos pais de Jackson, irmãos e seus três filhos.

"Como seus irmãos e irmãs, nós nunca seremos capazes de viver, rir ou conviver com nosso irmão Michael", disse o comunicado. "E, como seus filhos, nós vamos crescer sem um pai, nosso melhor amigo e companheiro."

A família disse à Associated Press, após a condenação, que eles estavam satisfeitos com os resultados. "Nós vamos ser uma família. Vamos seguir em frente. Nós vamos fazer uma turnê, tocar músicas... e sentir a falta dele", disse o irmão Jermaine Jackson.

Murray foi condenado por homicídio culposo depois de um julgamento de seis semanas que apresentou o mais detalhado relato ainda das horas finais de Jackson, mas deixou muitas perguntas sobre o tratamento de Murray ao superstar com propofol.

O júri ouviu a gravação de Jackson durante o julgamento, mas os advogados de defesa nunca explicaram em tribunal porque Murray havia gravado o cantor sedado seis semanas antes de sua morte.

"Temos que ser fenomenais", Michael falava sobre "This Is It", seus shows em Londres. "Quando as pessoas saírem desse show, quando as pessoas saírem do meu show, eu quero que elas digam: 'Eu nunca vi nada parecido em minha vida. Vamos, vamos. Eu nunca vi nada como isso. Vamos. É incrível. Ele é o maior artista do mundo'".

Antes da sentença, o advogado de defesa Ed Chernoff atacou Jackson, como ele e sua equipe fizeram com frequência durante o julgamento do médico. "Michael Jackson era um viciado em drogas", disse ele.

Murray não falou diretamente ao tribunal. Após a sentença, ele disse as palavras "eu te amo", à sua mãe e namorada presentes no tribunal. A mãe de Murray, Milta Rush, sentou-se sozinha em um banco no corredor do tribunal após a condenação.

"Meu filho não é o que o acusaram de ser", disse ela calmamente. "Ele era uma criança delicada quando pequeno."

Um relatório liberado sobre uma possível sentença de liberdade condicional, disse que Murray foi listado como suicida e mentalmente perturbado em registros de prisão, antes de sua condenação. No entanto, o porta-voz de Murray, Mark Fierro, disse que um advogado de defesa visitou o cardiologista na cadeia na semana passada e encontrou-o otimista.

"Esse tempo está atrás dele", disse Fierro. "Ele é um homem resistente."

Murray não foi entrevistado por agentes da condicional.

A morte de Jackson em junho de 2009 surpreendeu o mundo, assim como a investigação que se seguiu e levou Murray a ser acusado em fevereiro de 2010.

Os promotores citaram declarações de Murray para defender a condenação máxima de 4 anos. Eles também querem que ele pague a restituição para os três filhos do cantor - Prince, Paris e Blanket.


A quantidade da restituição a ser paga aos filhos de Jackson por Murray, será determinada em uma audiência em janeiro.

"Qualquer coisa acima de um par de dólares, Murray não vai ser capaz de pagar", disse Flanagan.

Murray estava cheio de dívidas quando ele concordou em servir de médico pessoal a Jackson para ganhar $ 150.000 por mês, e o cantor morreu antes de Murray receber qualquer dinheiro.


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AP Correspondente Especial Linda Deutsch e escritor Jeff Wilson contribuíram para este relatório.

Siga Anthony McCartney em http://twitter.com/mccartneyAP




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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Conrad Murray é declarado culpado por morte de Michael Jackson

Fonte: G1

O médico Conrad Murray foi declarado culpado nesta segunda-feira (7) do processo em que era acusado do homicídio culposo (quando não há intenção de matar) de Michael Jackson. A sentença definitiva do cardiologista será anunciada apenas em 29 de novembro.

A declaração foi lida por Sammie Benson, auxiliar da Corte de Los Angeles, duas horas após o júri ter chegado a um veredicto unânime. Ao final da declaração, Benson disse que o júri o condenava a quatro anos de prisão. Mas a sentença não é definitiva devido a um pedido feito pelos advogados de Murray.

A decisão, que estava programada para sair às 19h (do horário de Brasília; 13h em Los Angeles), atrasou por conta do próprio Murray, que estava com a família em Santa Monica e demorou para chegar ao tribunal, no centro de Los Angeles. Ele ouviu a declaração acompanhado da mãe e de Nicole Alvarez, sua namorada.

Já os familiares de Jackson, como seus pais e irmãos, compareceram ao local antes das 18h45. A decisão foi comemorada por fãs de Jackson, que acompanharam tudo do lado de fora da Corte de Los Angeles.

No dia 3 de novembro, tanto a promotoria quanto a defesa apresentaram seus argumentos finais. Sete homens e cinco mulheres que compuseram o corpo de jurados foram reunidos para decidir se o médico de 58 anos era ou não responsável legal pela morte de Michael Jackson, causada por intoxicação aguda de propofol. O cardiologista era médico pessoal do cantor, a quem administrava diversos sedativos, entre eles o anestésico propofol, para combater sua insônia.

Na manhã de 25 de junho de 2009, Murray administrou o anéstico após outros medicamentos não surtirem efeito durante a noite. Após se ausentar do quarto de Jackson, ele o encontrou aparentemente sem vida.



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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Depoimentos - Quarta semana de julgamento


Na quarta semana do julgamento de Conrad Murray, houve audiências na quarta-feira (19/10), quinta-feira (20/10) e sexta-feira (21/10). Apenas uma pessoa depôs: Steven Shafer, a última testemunha da promotoria. Confira!

Fontes: Twitter Jackson_Legacy, Twitter abc7MurrayTrial, Twitter MJNABrasil, Twitter MJBeats, The Essential



Steven Shafer continua o seu depoimento, interrompido na terceira semana de julgamento. Ele é especialista em Propofol e já publicou mais de 160 artigos sobre anestesia. Shafer mostra um vídeo que explica como usar o Propofol corretamente. Cenas silenciosas de sala de operações, onde pode-se ver uma série de dispositivos de monitoramento. É necessário garantir a organização do espaço em que se vai aplicar o Propofol. Em seguida, verifica-se o oxigênio. O Propofol é considerado uma droga hipnótica. "Tudo é organizado para que o paciente possa ser recuperado num piscar de olhos", diz Shafer. É dever do médico orientar o paciente a não comer antes da anestesia. Antes de quaisquer procedimentos, é necessária uma avaliação no paciente e um consentimento por escrito, informando de todos os riscos. Depois de preparar o indivíduo para a cirurgia, pausa é feita para uma verificação final de tudo o que irá ocorrer no interesse do paciente. O anestesista deve manter um gráfico de tudo o que ocorre quando as drogas são administradas, e anotar os sinais vitais a cada 5 minutos. "A vida do paciente depende da quantidade de drogas que são especificadas durante o procedimento", revela o especialista. Em caso de parada respiratória, a equipe de médicos dá oxigênio para os pulmões; em caso de vômito, o hospital tem o equipamento adequado para sugar imediatamente, evitando engasgar; em caso de parada cardíada, é chamada ajuda. Várias pessoas trabalham ao mesmo tempo para salvar o paciente, se algo der errado. Padrões de cuidado também se aplicam mesmo se a dose de Propofol é de apenas 25 mg, quantidade que Conrad Murray diz ter dado a MJ. "Tem que se preparar para o pior cenário possível. Você tem que assumir que o paciente vai estar no limite de sensibilidade", disse Steven Shafer. Segundo ele, pequenas violações no padrão de atendimento ao paciente são comuns, mas violações flagrantes, como é o caso de Murray, nunca deveriam acontecer. Um resultado catastrófico é esperado. Shafer diz que, provavelmente, Michael morreu por constrição das vias aéreas - a sua língua caiu para o fundo da garganta. "Quando Murray voltou ao quarto depois de ter se afastado por 2 minutos, MJ ainda poderia ser salvo", contou. Mais uma vez, é dito que os equipamentos usados pelo cardiologista eram inadequados. Se fossem apropriados, Michael estaria vivo hoje. É uma violação grave aos padrões de atendimento médico não ter todos os medicamentos necessários em caso de emergência. "É inacreditável que, depois de tanto tempo de cuidados, Murray não tenha feito nenhum registro", disse Shafer. Registrar tudo que se faz com um paciente não é opcional, é LEI. Todo paciente tem o direito de ter esses registros. O especialista em Propofol ainda diz que a relação entre Conrad Murray e Michael Jackson parecia de um empregador e empregado, e não médico e paciente. "Murray não agiu como um médico. Se MJ disse que queria dormir com Propofol, ele deveria ter tentado tratar seu distúrbio do sono. A obrigação dos médicos é colocar o paciente em primeiro lugar e fazer o que é melhor para eles. Isso também pode significar dizer 'não', às vezes. Quando Murray deixou o quarto ele abandonou o paciente. Em 25 anos fazendo anestesia, eu nunca fiz isso. Se era preciso, eu teria chamado um colega para me substituir. Ficar ao telefone e deixar o paciente sozinho é uma violação grave. Não é possível observar se ele está respirando sem os equipamentos necessários. Deixar de chamar ambulância para chamar o segurança é completamente e totalmente indesculpável. Fazer boca-a-boca também é considerado uma grave violação nesse caso. Murray levantou as pernas de MJ - o que foi um desperdício de tempo, pois fazemos isso quando é necessário mais sangue no coração. Michael precisava apenas de oxigênio nos pulmões. Esconder informações e mentir para paramédicos e médicos na UCLA também é imperdoável. O fato de Murray dizer que testemunhou a parada induziu ao erro da emergêcia. O médico é obrigado a dizer tudo o que sabe, nada menos que a verdade é aceitável", depôs Steven Shafer. Ele ainda fala que "a escolha dos medicamentos combinados sugere que não há entendimento por parte de Murray sobre as drogas que estavam sendo usadas". Shafer declara que seria 'impossível' Michael ter ingerido ou injetado em si mesmo o Propofol após acordar da anestesia. Ingerir Propofol, de acordo com estudos, não causaria consequências notáveis. Ele diz que doses muito maiores foram administradas naquela noite, e não apenas o que Murray falou após a morte do cantor. Pode-se estimar que foram 40mg de Lorazepam, enquando Conrad Murray disse ter dado apenas 4mg, e 100mg de Propofol, enquanto o cardiologista disse ter dado apenas 25mg. E não termina por aí: as últimas 3 doses de Propofol podem ter sido administradas quando o Rei do Pop já estava morto. Shafer explica que, com um gotejamento de infusão que começou às 09h30, o oxigênio teria completamente parado de ir aos pulmões de MJ ao meio-dia. "É isso que eu acho que aconteceu", disse. "Murray é diretamente responsável pela morte de Michael Jackson, mesmo se ele tivesse engolido ou auto-injetado a droga".


Steven Shafer diz que Conrad Murray realizou 17 violações ao padrão de atendimento médico:

Falta de equipamentos para vias aéreas;
Falta de aparelhos de sucção;
Falta de bomba de infusão;
Falta de oximetro de pulso com alarme;
Falta do manguito de pressão arterial;
Falta de aparelho eletrocardiograma;
Falta de canografia;
Falta de gráficos;
Incapacidade em manter uma relação médico-paciente;
Falta de um consentimento por escrito;
Falta de observação contínua do estado mental;
Falta de monitorização contínua;
Falha ao chamar 911;
Não mencionar ter usado propofol aos paramédicos e no hospital;
Falta de medicamentos de emergência;
Administração de vários medicamentos de uma só vez;
Falta de documentação / histórico do paciente.



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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Depoimentos - Terceira semana de julgamento


Nessa terceira semana do julgamento de Conrad Murray, apenas 5 testemunhas depuseram. Talvez, isso se deva ao fato de que houve audiências em apenas 3 dias: terça-feira (11/10), quarta-feira (12/10) e quinta-feira (13/10).

Fontes: The Essential, Terra, OFuxico, Jornal Pequeno, AFP, Twitter Jackson_Legacy, Twitter abc7MurrayTrial, Twitter mjBeats, Twitter MJNABrasil, TMZ



A corte continua escutando o áudio do depoimento de Conrad Murray aos detetives Smith e Martinez, que foi interrompido na segunda semana de julgamento. Murray conta que falou com Katherine Jackson e os filhos de MJ - segundo ele, Joe não apareceu no hospital. Todos choraram muito ao receber a notícia da morte. "Eu sei que você tentou o seu melhor, mas eu estou triste, eu vou acordar de manhã e não vou ver mais o meu pai", dizia Paris. Murray pediu que deixassem Michael apresentável para a família se despedir. Katherine Jackson não queria ver o corpo, mas as crianças foram vê-lo no UCLA. "Você sabe porque ele morreu?", teria perguntado a mãe de MJ. Murray disse no interrogatório que afirmou que não sabia e aconselhou a família a fazer uma autópsia, porque ele também queria saber o motivo. Murray disse que cuidou de Michael Jackson por pneumonia, fratura no dedo do pé e infecção respiratória. Além disso, tinha que tratá-lo para fraqueza e desidratação, porque o cantor não costumava comer muito. O cardiologista disse que existiam remédios no quarto de Michael Jackson e afirmou que eles consultava outros médicos. Na gravação, ele afirma que prescreveu Lorazepam, Valium e Flumax para o cantor. Conrad Murray diz que MJ tinha uma visão muito ruim, mas nunca foi a um oftalmologista. Murray diz que encontrou medicamento para glaucoma prescrito para Michael e isso foi uma "surpresa" para ele. "MJ ia ao escritório de Klein 3 vezes por semana, voltava visivelmente perdido e levava pelo menos 24 horas para se recuperar", disse Conrad. Ao ser informado pela polícia que foi encontrada maconha e 2 embalagens vazias de cigarros no quarto de seu paciente, o médico dá uma longa respiração e afirma que não sabia que ele fumava. Murray diz aos detetives Scott Smith e Orlando Martinez exatamente onde procurar os medicamentos que ele guardou depois que MJ morreu. A gravação termina e o depoimento de Smith, também interrompido na segunda semana, é retomado.


Scott Smith conta que, no dia 28 de julho, a polícia fez buscas no consultório de Murray, em Las Vegas, e em seu carro - não foi encontrado Propofol em ambos. Além disso, durante uma busca em uma empresa farmacêutica, a polícia ficou sabendo que entregas eram feitas na casa de Nicole Alvarez, namorada do médico, mas também não havia Propofol lá. O investigador conta que achou frascos de Diazepam e Lorazepam na suíte do cantor no dia 26 de junho de 2009. Smith afirmou que Murray parecia "muito surpreso" quando soube que a polícia não estava em posse de sua bagagem médica. O médico nunca comentou sobre seus telefonemas para namoradas, no dia 25/06. Smith é questionado sobre malas e sacolas no quarto de MJ e explica: "Como foi Elissa Fleak que removeu os ítens das sacolas, eu não tomei nota até terem sido todos retirados e fotografados". O advogado de defesa pergunta quem achou a maconha no quarto de Michael Jackson, e o detetive diz que foi achada pela família em um kit de barbear. Smith diz que entrevistou outras pessoas além de Murray, inclusive alguns médicos de Michael. Ele ainda confirma que Alberto Alvarez não contou, no dia 25 de junho, o que testemunhou na primeira semana de julgamento - que Murray o mandou guardar medicamentos em sacolas antes de ligar para a emergência, e que o cardiologista teria pedido para voltar à casa para pegar 'um creme'. Na casa do cantor, não havia câmeras voltadas para as portas, mostravam mais áreas externas. Para finalizar, o advogado de Murray aponta que nas primeiras anotações de Smith, ele colocou que havia um frasco de Propofol em uma bolsa de soro - mas no relatório final, não é mencionado isso.


Christopher Rogers, patologista que participou da autópsia em Michael Jackson, diz que ele era mais saudável do que a média das pessoas da sua idade - mas estava muito magro. Ele conta que a próstata do cantor estava inchada, o que lhe criava dificuldade para urinar, e que tinha vitiligo. Observou também: pólipo de cólon, leve inchaço do sistema nervoso, inflamação crônica nos pulmões, costela extra, artrite. O legista diz que havia uma queimadura no topo da cabeça do astro. Michael Jackson queimou a cabeça gravando um comercial para o refrigerante Pepsi, em 1984. "Ele não tinha problemas cardíacos, nem colesterol nas veias do coração", disse Rogers. Havia 70g de um fluído escuro no estômago de Michael - que ele diz nunca ter descoberto do que se tratava -, mas nada na garganta. O estômago continha uma pequena quantidade de Lorazepam. O legista conta que na autópsia não descobriu a causa da morte, então procurou outros médicos e pediu um exame toxicológico de Michael Jackson. "Foi homicídio", concluiu depois de receber o exame toxicológico. "Michael Jackson estava tendo problemas para dormir, mas Propofol não era o medicamento para isso. E não havia aparelhos corretos para reanimá-lo em caso de uma parada cardíaca", disse. Rogers ainda diz que o Rei do Pop, que pesava cerca de 61kg e tinha 1,75m, não teria condições de acordar e se automedicar em apenas dois minutos - Murray alega que deixou seu paciente sozinho no quarto por esse período para ir ao banheiro. O Propofol queima ao entrar na veia, por isso que é ministrado com Lidocaína, que anestesia a sensação de dor. Rogers diz que o caso se trata de um homicídio por 4 fatores: Fator 1 - Propofol e outros medicamentos foram administrados por outra pessoa; Fator 2 - Propofol não administrado em ambiente hospitalar; Fator 3 - Mal atendimento; Fator 4 - Circunstâncias não levam a crer na auto-administração de Propofol. A posição em que o IV estava (abaixo do joelho) só reforça a tese de que Michael não injetou o medicamento em si mesmo.


Um cardiologista colaborador do Medical Board of California, o organismo que regula a prática da medicina na Califórnia, afirmou que o médico Conrad Murray foi o responsável pela morte de Michael Jackson por cometer sérias negligências, uma conclusão à qual chegou após estudar a entrevista do acusado aos detetives responsáveis pela investigação. Dr. Alon Steinberg diz que Murray foi classificado como o causador de 'um desvio extremo dos padrões médicos'. Steinberg confirma que Conrad Murray não era um cardiologista certificado em junho de 2009, e que ele não poderia realizar sedações profundas - para isso, seria preciso um anestesista. O Propofol pode parar a respiração e causar pneumonia, e, para administrá-lo, é necessário diversos equipamentos, como oxímetro de pulso, tubo endotraqueal, desfibrilador, etc., além de uma equipe médica por perto. Mesmo se MJ tivesse tomado a dose fatal, Murray ainda estaria em falta por ter deixado o cantor sozinho naquele quarto - foi como abandonar um bebê em uma escada. Steinberg fala que MJ não teve uma parada cardíaca, mas uma parada respiratória, e Conrad não seguiu os procedimentos certos para o caso. "Murray poderia ter usado Flumazenil (um antídoto para o Propofol), ligado para o 911, dado oxigênio através de uma bolsa com pressão. Mas, ao invés disso, tentou respiração boca a boca, que não tem o mesmo efeito. Fez massagem cardíaca, apesar de que o coração de Michael estava batendo normalmente. Ele não soube lidar com o real problema - a parada respiratória. Ele não seguiu os protocolos. É estranho que um médico não ligar para o 911 (emergência). É um conhecimento básico. Porém, ele preferiu chamar o assistente de Michael", falou. O doutor ainda diz que encontrou 6 exemplos de desvio extremo do padrão no atendimento de Murray a Jackson: uso de Propofol para um problema de sono; uso de Propofol em casa; falta de equipamento apropriado; preparação inadequada para complicações de emergência; incapacidade de pedir ajuda de emergência (911); falta de manutenção adequada dos registros médicos. "O comportamento de Murray foi estranho. Como um profissional médico, ele deveria saber como se comportar em caso de emergência", disse Alon, que também conta que Conrad Murray deveria ter feito anotações, documentando o que Michael comia, quais remédios eram administrados, a evolução do paciente, etc. Se todos esses desvios não houvessem ocorrido, o Rei do Pop estaria vivo hoje: "Michael Jackson poderia ser salvo". Steinberg revela que, para realizar sedação num paciente, é preciso que haja um consentimento assinado, informando de todos os riscos do medicamento. "Eu não conheço um único cardiologista que use propofol", conta. Segundo ele, Murray foi irresponsável: "Ele parecia não ter ideia do que estava fazendo. Conrad Murray contribuiu diretamente para a morte prematura de Michael Jackson".


Um especialista em medicamentos soníferos, Dr. Nader Kamangar, testumunhou que tratar insônia com propofol "é incompreensível". "Isso é um desvio grave dos padrões", afirmou Nader Kamangar, especialista em doenças do sono no centro médico UCLA. O propofol, com o qual Jackson estava tão familiarizado, "é usado para sedar pacientes entubados", assinalou. Kamangar afirmou que o uso habitual do analgésico Demerol pode acarretar em um problema crônico de insônia, o que teria levado Murray a prescrever Propofol ao artista. O especialista afirmou que o uso indiscriminado de Propofol, possibilitado pelo acusado, foi irresponsável. Era Arnold Klein quem prescrevia Demerol a Michael, resultando no seu vício em anestésicos. "Costumo evitar a prescrição de Demerol", afirmou o Dr. Kamangar durante o depoimento. "Ele pode resultar em maior hiperatividade e excitação nos pacientes, atuando como estimulante, e pode causar insônia", revelou. "A combinação de fatores, principalmente o uso de propofol após o Lorazepam em um paciente que não está sendo controlado, gerou uma tempestade perfeita. É uma receita para a tragédia", definiu Kamangar. "A decisão correta nessa situação é que o paciente seja analisado por um psiquiatra", afirmou o médico, interrogado pelo advogado de Murray sobre a insônia crônica de Jackson. O especialista também criticou Murray por não ter levado em conta o histórico médico de Jackson, e não ter conversado com pessoas ligadas ao cantor, como o seu segurança, para investigar as causas de sua insônia. Nader ainda diz que, mesmo se Michael insistisse em continuar sendo tratado com Propofol, Murray deveria ter recusado. "Se é um tratamento errado, mesmo se o paciente for insistente, eu me recuso a realizar", contou. "Médicos não podem se lembrar de tudo. É importante documentar por escrito. Murray não registrou uma única coisa. É uma violação flagrante não escrever nada em caso de sedação. A combinação de intoxicação por Propofol e Lorazapam matou MJ, mas as circunstâncias também levaram a isso", disse o médico, deixando bem claro que, se Murray tivesse tido outra atitude em relação aos cuidados de Michael, tudo seria diferente. Dr. Kamangar afirmou que seria impossível dizer apenas por observação se MJ estava tendo complicações ou simplesmente dormindo. Com a falta de equipamentos necessário, Murray deveria ter chamado a emergência imediatamente quando viu que algo estava errado com o cantor. A defesa questiona como Dr. Nader teria agido no dia da morte de Michael Jackson caso estivesse na posição de Conrad Murray. Ele responde que jamais estaria na posição de Murray porque isso implicaria em ser negligente e ele sabe bem os procedimentos corretos na utilização do Propofol.


Dr. Steven Shafer é um anestesista especialista em Propofol, professor de anestesia na Universidade de Colombia. Ele é o responsável por análises e pela bula do Propofol. Em sua análise, descobriu que propofol era para ser usado com cuidado, pois se o médico fica “fora por um pouco”, a dose pode resultar em um paciente levando horas ao invés de minutos para acordar da sedação. Shafer explica a maneira correta de administrar Propofol. Explica que mesmo medicando o paciente com o anestésico por 10 dias, o Propofol é logo expelido pelo corpo, podendo o paciente acordar rapidamente. Ao aplicar a droga, ela é diluída pelo sangue do paciente, sendo metobolizada no fígado.


O advogado de Conrad Murray anunciou em tribunal que está abandonando o argumento de que Michael Jackson se matou acidentalmente por via oral, com a auto-administração de Propofol. Estudo independente mostrou que engolir Propofol não produziria resultados fatais. O principal advogado, Ed Chernoff, disse nas declarações de abertura que iria mostrar que MJ auto-administrou a droga. Chernoff ainda pode argumentar que MJ injetou a dose fatal após o despertar.



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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Depoimentos - Segunda semana de julgamento


Confira o resumo dos depoimentos da segunda semana do julgamento de Conrad Murray.

Fontes: The Essential, Twitter mjBeats, Twitter MJNABrasil, Twitter Jackson_Legacy, OFuxico, Correio|OQueABahiaQuerSaber, EGO, Terra, TMZ, MidiaNews



Richelle Cooper, médica da UCLA, continua seu depoimento que foi interrompido na primeira semana. A doutora revela que em nenhum momento sentiu o pulso de Michael. "Minha avaliação quando ele chegou foi que estava clinicamente morto", disse. Durante uma hora e meia, uma equipe de 14 pessoas manteve esforços para salvar o cantor. Porém, a médica diz que não havia nada que pudessem fazer para salvar a vida do Rei do Pop. Às 02:26, MJ foi declarado morto pela segunda vez, sendo a primeira às 12:57. Cooper diz que Jackson tinha um cateter para provavelmente coletar sua urina enquanto inconsciente. A médica ainda diz que administrar 25mg de Propofol (quantidade que Murray diz ter dado naquela noite) para um homem de 50 anos e 65kg não seria suficiente para fazê-lo dormir. Na UCLA, nunca realizam a sedação sem um equipamento de respiração adequado no quarto. "Eu perguntei o que ele recebeu de medicamentos para que eu pudesse decidir o tratamento, a fim de ressuscitá-lo. [...] Achei que quando estava falando com Murray, estava obtendo respostas honestas e verdadeiras", declarou Richelle Cooper. Conrad Murray disse a ela que testemunhou MJ parar de respirar, o que contradiz com a tese da defesa.


Depois da médica Richelle Cooper, foi a vez de Edward Dixon, executivo da AT&T. Dixon disse que as ligações feitas para Murray eram de um celular que também lhe pertencia. Conforme descreve a promotora, foram várias ligações feitas em um curto período de tempo no dia da morte de Jackson. Ela cita os números para os quais o médico ligou e dos quais recebeu ligações, revelando a duração dos telefonemas, que variaram de 2min até 30min. Depois de muitas análises de diversas ligações, Dixon terminou o seu testemunho.


Jeff Strohm, funcionário da Sprint/Nextel, foi questionado sobre o atendimento dos telefonemas para Murray, mas afirmou que é impossível saber se as ligações foram atendidas ou não. Após a apresentação de alguns formulários no telão do tribunal, Strohm não deu nenhuma informação contundente a não ser a confirmação de que Dr. Conrad tinha mesmo dois telefones em seu nome.


A cardiologista Thao Nguyen trabalha no UCLA. Ela foi questionada sobre o momento que a chamaram para ver Michael Jackson no hospital. Conrad Murray se apresentou como "médico particular" de Jackson. Disse que ele estava cansado e precisou de medicamentos para dormir. O médico confirmou o uso de 4 miligramas de Lorazepam, e nada mais. Thao lembra que Murray disse que estava sem noções do tempo (Obs.: num vídeo exibido na semana passada, ele usava relógio no hospital), não sabia dizer quando ligou para a emergência ou o horário dos remédios. Em nenhum momento confirmou o uso de Propofol. A cardiologista tentou convencer Murray a deixar o paciente morrer em paz e com dignidade. Não eram necessárias medidas mais extremas. Mas ele insistia: "Não desista facilmente, por favor, tente salvar sua vida". Thao Nguyen declara que o Propofol pode causar amnésia total, e que ele só é usado quando há algum procedimento a ser feito. "Em nenhum momento Propofol pode ser manipulado fora do hospital. E só na área de emergências, com monitoria", diz.


Joanne Bednarz Parshad é médica de medicina interna, em Houston, Texas. Ela tinha contato com Murray. Às vezes, o chamava para ajudar a avaliar alguém. Conheceu o cardiologista para perguntar sua opinião sobre o uso do medicamento Plavix em um paciente em particular. Ela disse ter ligado para o consultório do acusado. Ela queria saber de Murray se poderia descontinuar o uso do Plavix para fazer um procedimento cirúrgico. "Dr. Murray foi convicto em dizer que o paciente precisava continuar o tratamento e completar seus seis meses nele. Surpreendeu-me que ele foi muito claro. Normalmente, os médicos dizem que não sabem do paciente e pedem um tempo para ligar de volta, mas ele foi conciso na resposta ao dizer para não suspender o tratamento", diz Joanne. A doutora falou com Murray em 25/06, às 10:22, por cerca de 3 minutos.


Antoinette Gill é cosmetologista. Conhece Conrad Murray há mais de 10 anos. Ela recebeu uma carta do seu escritório afirmando que ele estava temporariamente deixando a prática. Gill ligou para Murray em 25 de junho, às 08:49, e teve uma breve conversa.


Consuelo Ng conheceu Murray através da avó, que estava sendo tratada por ele, em torno de 2003-2004. Ela trabalhou como sua voluntária - ajudava com arquivos, atender telefones, sinais vitais de pacientes, etc. Ng conta detalhes sobre a clínica de Conrad Murray, que era dedicada apenas para problemas de coração. Não havia enfermeiros licenciados. Segundo ela, todas que trabalhavam no local faziam de tudo, desde a parte de secretária até a de enfermagem. Consuelo afirma também que checava sozinha o oxigênio dos pacientes, a despeito de não ser habilitada para isso, assim como fazia exames de sangue, entre outros. Murray ligou para o seu consultório em Vegas, no dia 25/06. O telefonema foi realizado às 11h26 e durou 32 minutos. Ng concorda que Murray tinha uma tendência a ser amigo de seus pacientes. Ela nega que soubesse que Dr. Murray estava morando em Los Angeles - onde cuidava de Michael Jackson -, mas confirma se lembrar de uma carta recebida no consultório do médico, na qual ele afirmava que se afastaria de suas funções profissionais.


Bridgette Morgan teve um relacionamento com Murray na época da morte de Jackson. Morgan confirmou ter ligado para o médico na manhã do dia 25/06, às 11:26, mas Conrad Murray, segundo ela, não atendeu ao telefone.


Stacey Ruggles trabalhava para Murray desde 1997. Ela foi uma das pessoas que recebeu ligação do médico no dia 25 de junho. Ele ligou para Ruggles às 10:34 (horário local), e ela retornou às 11:07 (horário local). A chamada durou 8 minutos. Stacey Ruggles diz que ajudou Conrad Murray a abrir um consultório no Texas. Os pacientes tratados por Murray em Houston tendiam a ser de baixa renda, ao contrário de seus pacientes em Vegas.


A próxima testemunha chamada é Michelle Bella, uma das 'namoradas'. Ela é stripper e conheceu Murray em fevereiro de 2008, em um clube de Las Vegas. Michelle recebeu torpedo do médico no dia 25 de junho de 2009. Ela disse aos promotores que o Dr. Murray deixou uma mensagem de voz em sua caixa postal 9 dias antes de MJ morrer dizendo-lhe que ele era o médico do cantor.


Sade Anding é uma das pessoas com quem Murray falou ao telefone no dia 25/06. Em fevereiro de 2009, trabalhava como garçonete no Sullivan Steak House e se conheceram. "Liguei para Murray, e ele respondeu. Após o contato telefônico passamos um tempo juntos", declarou. Conrad Murray a chamava de "namorada". Em 25 de junho de 2009, o cardiologista ligou para Sade às 11:51. Não estava havendo nada de incomum na ligação, apenas o típico "Olá, como está você?", até que ela percebeu que Murray não estava mais respondendo. Era como se ele tivesse colocado o telefone no bolso, segundo Sade. "Eu desliguei o telefone e tentei ligar novamente 2 vezes, e nenhuma resposta. Tentei várias mensagens de texto, sem resposta", disse. "Mais tarde, eu descobri que MJ tinha falecido."


Nicole Alvarez é atriz e namorada de Conrad Murray, com quem vive atualmente. É mãe de seu 7° filho. Murray falou com ela por telefone na ambulância, em 25/06. Alvarez tem 29 anos e diz que conheceu o médico em um clube de Las Vegas, em 2005. Poucos meses depois, eles se tornaram mais do que amigos. Em 2008, o cardiologista apresentou-a para Michael Jackson. Nicole Alvarez eventualmente levava o filho para ver Michael. "Eu não perguntei a Murray qualquer questão acerca de MJ. Não era comum para ele discutir as suas funções", declarou. Murray saía de casa às 21:00, e retornava na parte da manhã - às vezes, cedo, outras vezes mais tarde. Tornou-se mais e mais tarde com o passar do tempo. A atriz estava planejando acompanhar o namorado a Londres para a turnê This Is It. Foi Alvarez quem recebeu as enormes encomendas de Propofol para Murray. Ela não se lembra de todas as assinaturas de recebimento das encomendas FedEx em seu nome, e tem surtos de risos ao reconhecer uma delas, se mostrando bem petulante diante dos promotores. Não foi interrogada pela defesa, e alguns acreditam que ela omitiu algumas informações, além de muitas vezes ter sido contraditória.


Tim Lopez é a testemunha-chave sobre o caso de Propofol. Lopez admitiu em janeiro para os promotores a venda da droga para Murray. Depois disso, não foi mais localizado porque teria viajado para a Tailândia. Em seu depoimento, contou que conheceu Murray em 2008, depois de o médico ter comprado mais de 40 tubos de um remédio para clarear a pele (benoquinona). Segundo o farmacêutico, o médico de MJ disse que era para tratar pacientes seus, afroamericanos, que sofriam de vitiligo. Como não é um medicamento controlado, ele não questionou sobre a licença médica de Conrad Murray. Em abril de 2009, Murray perguntou a Lopez se ele entregava Propofol e quanto custaria. Nesse mesmo mês, ele fez a sua primeira encomenda: 35 frascos, dez de 100 ml e outras 25 unidades de 20 ml. Tim Lopez afirmou que Murray ficou com alguns frascos e pediu que o restante fosse entregue em um endereço em Santa Monica, provavelmente o do apartamento em que morava com Nicole Alvarez, mas que, em tese, deveria ser seu consultório médico. Ainda em abril, Murray encomendou mais 65 frascos. Soro fisiológico, Lorazepam, Midazolam, Lidocaína, Flumazenil, Hidroquinona... também foram alguns dos pedidos que CM fez a Tim Lopez. No total 255 frascos de Propofol foram enviados.


Sally Hirschberg é representante de suprimentos médicos. Sally tinha uma estreita colaboração com o consultório de Murray. O testemunho foi baseado nos pedidos de medicamentos do Dr. Conrad à sua empresa, SeaCoast Medical. Consuelo Ng, que depôs na primeira semana de julgamento, era o contato do médico na SeaCoast. Durante o depoimento, a testemunha informou que o escritório de Murray, em Las Vegas, solicitou o envio de suprimentos de infusão para um endereço residencial na Califórnia, mas ela se recusou, pois isso era contra o protocolo. "Isso violaria a política da empresa", explicou Hirschberg. Por isso, o equipamento médico foi enviado para o próprio consultório de Murray. As faturas de Conrad Murray incluíam cloreto de sódio, manguito de pressão arterial, adaptador de injeção, cateteres de IV, 25 frascos de lidocaína, seringas, agulhas, sacos de urina, etc. Sally disse ao júri que estranhou os pedidos de bolsas de soro e doses de lidocaína, algo que não é comum em clínicas de cardiologia. Ela também contou que em 26 de junho, um dia depois da morte de Michael Jackson, recebeu uma ligação vinda da clínica de Conrad Murray, cancelando um pedido feito no dia 22.


Steven Marks, examinador forense, analisou imagens e e-mails no celular do cardiologista. Alguns documentos do paciente Omar Arnold datados de 2006 a 2008 são exibidos e discutidos. Sendo cardiologista, Conrad Murray tratava também a insônia e ansiedade de Omar Arnold com Flomax (aparentemente, "Omar Arnold" e "Paul Farance" eram pseudônimos usados para designar "Michael Jackson"). Também é discutido o email de Bob Taylor, onde Murray diz ser médico pessoal de Michael Jackson desde 2006. Às 11:17 do dia 25/06/2009, Conrad Murray respondeu pelo iPhone que Michael Jackson não deu autorização para enviar seus relatórios médicos. Uma mensagem deixada pelo empresário Frank Dileo na caixa postal de Conrad Murray, solicitava para fazer exames de sangue em MJ por causa do episódio de 20/06/2009, onde o cantor estava mal. Num outro e-mail de Murray aos organizadores, ele diz que os boatos sobre a saúde frágil de Michael Jackson eram estupidez da imprensa. Durante o depoimento de Marks, é reproduzida a gravação do Rei do Pop, aparantemente dopado, no iPhone do cardiologista. Nela, ele expressa o seu desejo de ajudar as crinças. Para ler a transcrição (tradução por MJBeats) do áudio, datado em 10 de maio de 2009, clique aqui.


Elissa Fleak é uma legista investigadora. Realiza exames de corpo no local e conclui relatório para autópsia. Ela foi para a UCLA em 25/06 às 17:20 para examinar Michael, procurando sinais para a causa da morte. Não havia sinais de trauma. Foram coletados 4 frascos de sangue para testes de toxicologia. Fleak também realizou uma investigação da cena na casa de MJ. Ela encontrou garrafas de Propofol (um total de 12) ao lado da cama de Michael, que foram recolhidas e entregas à polícia, além de uma garrafa de Flumazenil. Foram exibidas imagens da cabeceira da cama, onde havia Diazapam, Lorazapam, Flomax, e pescrições médicas. Pode-se ver uma cesta com frascos de Trazadone, Clonazepam (ambos pescritos por Allen Metzger), Tizanidine (pescrito por Arnold Klein) e Temazepam. Perto da cama também havia vários tanques de oxigênio. Na mesa de vidro, compressas embebidas em álcool e cateteres IV. Em outra foto, uma seringa sem agulha. Foi encontrado também um recipiente de urina sobre uma cadeira com um saco de soro fisiológico e luvas de látex. Fleak retornou à residência em 29/06, onde encontrou 3 sacolas - uma preta, uma azul e outra marrom - e várias caixas, tudo isso escondido no armário de MJ. Na sacola preta, havia um manguito de pressão e 3 frascos de lidocaína; na azul, um oxímetro de pulso, uma gaze ensanguentada e diversos frascos diferentes, incluindo Propofol, Lorazapam e Midazolam. Um frasco de Propofol aberto estava dentro do saco de soro fisiológico, que, por sua vez, também estava na sacola azul. Na sacola marrom, havia 2 garrafas cheias de 100ml de Propofol, 7 frascos de 20ml de Propofol, 3 frascos de Lidocaína, 3 frascos de Midazolam, 4 frascos de Flumazenil, 2 frascos de Lorazepam e um tubo IV. No mesmo armário em que foram encontradas as sacolas, havia 18 tubos de Benoquin, acoplados a uma injeção. Após o depoimento de Fleak, o promotor Walgren lê a respeito das impressões digitais. As digitais de Michael Jackson não foram encontradas em nenhum medicamento - o vidro de propofol continha apenas as de Murray. Além disso, a promotoria lê cópias de exames de Michael Jackson, em que ele aparece com o nome falso de Omar Arnold.


Dani Anderson é toxicologista legista. Ele é responsável por testes e análises das investigações feitas pelo IML de Los Angeles. Anderson participou da autópsia de MJ em 26 de Junho. Durante o seu depoimento, a promotoria exibe um documento mostrando quais drogas estavam contidas no coração de Michael Jackson e em quais níveis. O toxicólogo conta que coletou sangue do coração e do fêmur do cantor. Havia Propofol, Lidocaína, Lorazepam, Diazepam e Midazolam no sangue do Rei do Pop. Não havia Demerol. Um teste de conteúdo gástrico, a pedido da defesa, mostrou 0.634mg/ml de Lorazepam no estômago de Michael (cerca de 1/43 de um comprimido), mas Anderson diz que o Lorazepam pode ter ido ao estômago através de redistribuição post mortem (depois da morte), pois o sangue pode 'vazar' medicamentos. É comum encontrar drogas no conteúdo gástrico sem que elas sejam ingeridas por via oral. Nenhuma droga como maconha, cocaína e anfetamina foi encontrada no corpo. Na cena do crime, Propofol e Lidocaína foram encontrados em seringas.


O detetive Scott Smith, que conduziu as investigações na casa de Michael Jackson, disse que recebeu da família um kit de barbear no qual continha maconha estragada e frascos vazios de Temazepam. Smith também contou a promotoria que encontrou frascos de Diazepam e Lorazepam no banheiro do cantor. Ele foi responsável pela gravação do depoimento de Murray, que aconteceu na presença de seus advogados no Hotel Ritz Carlton del Ray, no dia 27 de junho de 2009. Na gravação, o médico diz como conheceu o cantor e que foi convidado para fazer parte da equipe da turnê This Is It, como médico pessoal. Ele diz que ficava a noite na casa de Michael, exceto aos domingos, por solicitação do paciente. Quando o Rei do Pop chegou dos ensaios, na madrugada de 24 para 25 de junho, tomou um banho e passou o creme para o tratamento de vitiligo. Depois, foi dormir. "Michael não era capaz de dormir naturalmente", segundo Murray. Conrad deu um sedativo - Valium - e medicamentos adicionais, em forma IV - Lorazepam. "Fui colocando através do IV, lentamente de 2 a 3 minutos. Mas ele continuou acordado. Então, dei 2mg de Midazolam", disse o cardiologista na gravação. Eram 5:00 da madrugada e MJ continuava acordado. Murray deu mais 2 mg de Lorazepam. 7:30, e o cantor estava acordado. Outra dose de 2 mg de Verset. Já eram 10:00 e nada adiantava. O médico então deu-lhe Propofol. Michael dizia "Só me faz dormir, não importa como". Finalmente, ele adormeceu. Conrad, então, foi ao banheiro e quando voltou Michael não respirava. "Ele não estava respirando, imediatamente eu senti um pulso na região femoral, seu corpo estava quente. Iniciei imediatamente a CPR e respiração boca-a-boca", disse Murray a Scott Smith. O médico diz que não conseguia o mover sozinho para o chão. Murray gritou por ajuda mas ninguém apareceu, então ele deu 0,2 mg de flumazenil, que é um 'antídoto'. Em seguida, saiu correndo pelas escadas e chamou Alvarez para ligar para a emergência. Os paramédicos chegaram. "Eles queriam desistir, mas eu não. Eu amo o Sr. Jackson, ele era meu amigo, eu queria ajudá-lo tanto quanto eu posso", declara Murray na gravação. "Eu estava lá para ajudá-lo e para estar disponível, se algo desse errado. Eu estava tentando o desabituar do uso de Propofol. Poderia haver dependência, eu estava preocupado.”



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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Depoimentos - Primeira semana de julgamento


Na primeira semana (27/09 - 30/09), foram ouvidas 12 testemunhas, ao todo. Confira abaixo o resumo do depoimento de cada uma delas.

Fontes: The Essential, Twitter MJBeats, Twitter MJNABrasil, Terra, HojeEmDia, EgoNotícias, G1, O fuxico



O coreógrafo e diretor da turnê "This is It", Kenny Ortega, foi a primeira testemunha a depor. Kenny disse que no início da produção da turnê ele se encontrava com Michael cerca de três a quatro vezes por semana. O promotor perguntou se os filhos do cantor iam aos ensaios: "Não. Ele pretendia levá-los aos shows em Londres e queria que eles se concentrassem nos estudos", explicou Kenny. O promotor perguntou quantas horas de ensaio por dia o cantor costumava fazer: "De sete a oito horas envolvendo ensaio físico e discussão de detalhes da produção", respondeu o coreógrafo. Durante o testemunho, Kenny revelou que no fim do mês de junho de 2009, Michael começou a faltar alguns ensaios e que no dia 19 de junho apareceu doente. "Ele não estava bem, parecia perdido e estava incoerente". Ainda segundo Ortega, ele se sentou com Michael para observar o ensaio e o cobriu com uma manta. "Trouxe comida e massagiei seus pés. Neste dia, ele deixou o ensaio mais cedo". Em e-mail enviado ao CEO da AEG, empresa responsável pela turnê, Ortega demonstrou sua preocupação com o estado de saúde do cantor. Ele diz achar necessário que Michael tivesse acompanhamento de um terapeuta e que os figurinistas repararam que o cantor tinha perdido peso. Murray confrontou Ortega durante uma reunião na casa de Michael Jackson dizendo que ele não deveria agir como um médico e que Michael estava física e emocionalmente capaz de lidar com as responsabilidades do show: "Eu discordei", declarou Ortega. Nos dias 23 e 24 de junho de 2009, Jackson apareceu nos ensaios: "Era um Michael diferente. Ele estava disposto e cheio de energia", declarou o coreógrafo. No dia 25 de junho, Ortega recebeu uma ligação do produtor Paul Gongaware dizendo que o cantor havia sido levado para o hospital de ambulância. Momentos depois, o produtor retornou a ligação. "Nós o perdemos", disse ele a Ortega.


A segunda testemunha chamada para depor foi o produtor Paul Gongaware. Ele é co-CEO da AEG Live. Já trabalhou na "Dangerous" e na "HIStory" Tour. Promotor e produtor de "This Is It". Segundo Paul, os ingressos para os dez primeiros shows foram vendidos em poucos minutos, e Michael queria adicionar mais 21, somando um total de 31 apresentações. Paul disse ainda que Michael queria que Murray fosse seu médico durante a turnê e que chegou a oferecer US$1,5 milhão para que Murray fechasse o contrato e viajasse com ele. O produtor não se sentiu confortável com a ideia. Murray queria US$5 milhões por ano para ser médico pessoal de Michael Jackson. Gongaware achou demais. Michael disse para oferecer US$150 mil/mês. Murray aceitou de mau grado, exigindo uma casa e um assistente pessoal na cidade. Detalhe: o médico não tinha licença para atuar em Londres. Segundo Paul, certa vez MJ saiu 'dopado' da clínica de Arnold Klein.


A próxima testemunha é Kathy Jorrie. Ela era advogada da AEG, empresa responsável pela turnê This Is It, e foi a responsável por redigir o contrato entre a AEG, Michael Jackson e Conrad Murray. Jorrie afirmou que questionou Dr. Murray quando o médico solicitou no contrato um desfibrilador, equipamento eletrônico usado para recuperar os batimentos cardíacos em caso de infarto. "Quis me certificar se Michael Jackson estava saudável e capaz de se apresentar, por isso o questionei". A advogada disse que Dr. Conrad assegurou que a máquina seria apenas para emergências. "Ele me garantiu que Michael estava perfeitamente saudável e em ótimas condições, mas que não queria correr o risco de não ter a máquina caso alguma emergência acontecesse, já que Michael Jackson já tinha uma idade mais avançada e a turnê seria bem cansativa. Ele queria a máquina para emergências". Com relação ao contrato entre as três partes, Jorrie disse aos promotores que Dr. Murray teve problemas com o documento, pois queria receber seu salário de US$ 150 mil até mesmo enquanto "This Is It" estivesse em um intervalo. Ela ainda afirmou que o contrato não foi assinado por todas as partes (Michael Jackson, Conrad Murray e AEG) e que nenhum dinheiro foi pago ao doutor por sua empresa. Portanto, esse tal contrato NUNCA foi válido.


Michael Amir Williams, assitente pessoal de Michael Jackson, declara que Murray ligou para ele às 12h13, quando estava no banho. Williams retornou às 12h15 e Murray disse que Jackson estava passando mal. Mas em nenhum momento o médico pediu que ele ligasse para a emergência. Quando chegou na casa do cantor, uma ambulância já estava lá. O clima era frenético. O corpo de Jackson estava sendo conduzido. Williams e os seguranças levaram as crianças para o hospital. A babá, Rosalind Muhammed, também estava no carro, seguindo a ambulância ao Centro Médico de Los Angeles. Conrad Murray disse ao assistente que queria voltar à casa para pegar um creme que "MJ não gostaria que o mundo soubesse" - hidroquinona, usado no tratamento de vitiligo. Porém, a polícia tinha tirado as chaves dele. Depois disso, Murray foi comer. "Michael Jackson acabou de morrer e Conrad Murray queria fazer um lanchinho. Achei estranho", disse Amir Williams. Williams também disse que já viu Michael Jackson voltando do consultório de Arnold Klein aparentemente dopado.


Faheem Muhammad, chefe de segurança de MJ, diz que recebeu um telefonema no dia 25: "MJ teve uma reação ruim, suba as escadas". Viu Alberto Alvarez em pé, no lado da cama. Murray estava muito nervoso, suando. Ele parecia estar fazendo CPR. Michael estava com os olhos abertos, a boca ligeiramente aberta. Parecia estar morto. Segundo Muhammad, Prince e Paris viram essa cena. Paris estava no chão, aos prantos, e Prince estava em pé, também chorando, em choque. Tratou logo de tirá-los de lá. Conrad Murray perguntou a Alvarez se ele sabia fazer a CPR. Pouco tempo depois, os paramédicos chegaram. No hospital, colocaram casacos no corpo do Rei do Pop, para evitar fotos de paparazzi. Muhammad disse que Murray pediu uma carona para conseguir comida e ele negou. O segurança, que também já havia sido motorista de Jackson, declara que levou o cantor até Arnold Klein em várias ocasiões, e que, após algumas visitas, Michael caía "embriagado".


O segurança Alberto Alvarez declara que o cantor estava bem no dia 24/06: "Michael Jackson estava feliz e em boas condições". Descreveu a cena do dia 25 de junho: a porta principal estava trancada. Pelo vidro se via a babá, Paris chorando nas escadas e Murray no topo delas. Kay Chase (a cozinheira/nutricionista) estava no piso inferior. Disse ter visto Prince assim que chegou ao segundo piso da casa, correndo em direção oposta. "Ele (MJ) estava estirado na cama, a cabeça estava para cima. Boca e olhos bem abertos. Sua cabeça estava ligeiramente virada à esquerda", declarou Alvarez. O segurança termina o depoimento confirmando que Conrad Murray mandou que ele escondesse remédios numa sacola azul, antes de ligar para a emergência. Havia Propofol no quarto de Jackson.


Kai Chase, cozinheira e nutricionista de Michael, declarou que viu Murray no dia 24/06. Ele avisou que o Rei do Pop gostaria de almoçar com Prince, Paris e Blanket. "Ele estava feliz porque estava almoçando com seus filhos", disse. O 25/06 seria mais um dia normal de trabalho, até que Conrad Murray desce as escadas, em pânico: "Obtenha ajuda! Chame a segurança! Chame Prince!". Ela diz que foi buscar Prince e retornou à cozinha. Muitos funcionários estavam chorando. As crianças estavam gritando, aos prantos. Todos começaram a se abraçar, de mãos dadas e rezando. "Meu coração ainda está quebrado. Foi um dia muito devastador para mim", disse Chase. O médico jamais pediu a ela que ligasse para a emergência.


Robert Johnson, de uma empresa de equipamentos médicos, foi a primeira testemunha do 4º dia de julgamento. Ele afirmou que o equipamento usado por Murray no dia da morte do cantor era inadequado. O médico utilizou um oxímetro de pulso portátil inapropriado. "Ele não é o ideal pois não tem alarme", afirmou a testemunha, que acrescentou que Murray deveria ter olhado constantemente para a tela do aparato para controlar as mudanças nos sinais de Michael, pois só assim identificaria uma parada cardíaca. A promotoria alegou que o dispositivo usado pelo médico era de baixa qualidade e que existiam outros disponíveis no mercado, capazes de realizar um monitoramento mais prolongado do paciente.


Robert Russell, um ex-paciente de Conrad Murray, disse que se sentiu "abandonado" pelo médico quando este se despediu de todos os seus pacientes para atender exclusivamente a Michael Jackson. Ele descreveu o atendimento que recebeu do cardiologista em Las Vegas, depois de sofrer um ataque do coração em março de 2009. "Sente que ele salvou sua vida?", perguntou a promotora Deborah Brazil. "Sim", respondeu Russell. Mas, tudo mudou quando Murray disse a ele que teria de deixar seu consultório para "se ocupar de um paciente em Londres". "Eu me senti um pouco frustrado. Era minha vida que estava em jogo", disse Russell diante do tribunal. Em 25 de junho, dia da morte de Michael Jackson, Russell ligou para o consultório do médico Murray e ameaçou processá-lo caso o médico não respondesse. O paciente recebeu depois disso uma mensagem de Murray - que ligou para ele enquanto estava na casa do cantor na manhã de sua morte - para dizer que seu coração estava "consertado". "Eu me senti abandonado", disse.


Richard Senneff foi o primeiro paramédico a chegar no quarto de Michael Jackson. "O comportamento de Murray era frenético, em pânico", declarou. Senneff perguntou quais eram as condições de saúde de Jackson, há quanto tempo ele estava ali. Não houve resposta. Tentaram ressuscitar Michael Jackson com massagem cardíaca e eletrochoque. Não havia reação. Inicialmente Murray negou quaisquer medicamentos, depois assumiu Lorazepam, mas nada além disso. Ele disse que tratava Michael Jackson de desidratação e exaustão, apenas. "Poderíamos ter salvo Michael Jackson se tivessem ligado para nós imediatamente", declarou o paramédico. Robert Senneff diz que o estado de Michael Jackson era: corpo gelado, olhos muito abertos e secos, pupilas dilatadas. As observações fizeram crer que o Rei do Pop estava naquele estado há mais do que "alguns minutos". Conrad Murray era o único a dizer que o pulso ainda estava bombeando sangue. Foi ele quem pediu para não ser declarado morto na ambulância. Senneff confirma que não existiam equipamentos médicos no quarto de Jackson. Os paramédicos viram Murray coletar materiais do chão enquanto Michael era levado para a ambulância.


Martin Blount, também paramédico, era o motorista da ambulância que chegou à residência de MJ. Ele diz que sentiu que o Rei do Pop já estava morto quando chegaram lá, mas o seu médico pessoal teria dito que ele havia desmaiado “um minuto antes da chegada” dos paramédicos. Blount comenta sobre os equipamentos médicos que estavam no quarto: tanque de oxigênio, um tubo longo com um canula nasal e um IV ligado a sua perna. Ele ouviu Senneff perguntar a Murray sobre medicamentos; Murray disse "não". Conrad Murray disse que ele estava usando o IV em Michael porque este estava desidratado, mas nenhuma vez mencionou o Propofol. Blount viu três frascos abertos de lidocaína no chão. Murray recolheu esses frascos e colocou num saco. Viu, também, um cateter em MJ, usado quando uma pessoa não pode ir ao banheiro por conta própria. Martin Blount: Parte da minha equipe moveu MJ para o chão. Murray assistia.


A última testemunha na semana foi a médica Richelle Cooper, que chefiava a equipe que atendeu Michael Jackson no hospital para o qual o cantor foi levado pelos paramédicos que o atenderam em sua casa. Segundo Richelle, Michael chegou sem vida ao local. Ela contou que conversou com Murray e que ele afirmou que Michael não tinha nenhum problema de saúde, apenas estava desidratado e muito cansado. Conrad Murray também afirmou que o astro do pop só havia tomado Lorazepan, um remédio para dormir. Ao insistir com a pergunta, o médico pessoal do cantor acrescentou que ele tomava Flomax, um remédio para o aumento da próstata, e Valium, um tranquilizante. Não mencionou o analgésico Propofol, cuja overdose causou a morte do artista.



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