terça-feira, 28 de setembro de 2010

"Oh deus, ele está tomando Demerol!"

A morte de Michael Jackson chocou todo o mundo. Fãs, familiares, amigos, imprensa, enfim, todos ficaram perplexos com sua partida. Não é pra menos. Afinal, ele era o Rei do Pop, da música, do entretenimento. Michael foi revolucionário, único. Suas ações caridosas salvaram vidas e levaram alegria para muitas crianças. Sim, Michael Joseph Jackson foi um ser humano, e, como tal, ele também cometia erros. Mas seu talento e bondade encobriam qualquer defeito.

Por trás de todo o abalo causado pela morte do Rei do Pop, há um mistério. A causa, todos nós já sabemos: o uso exagerado de analgésicos, anestésicos, antidepressivos, entre outros. Mas, quem foi o verdadeiro culpado pelo seu falecimento? Suicídio, homicídio, ou ele foi vítima de uma conspiração que planejou sua morte? Vamos analisar isso.

Pelo que dizem, Michael estava realmente dependendo de medicamentos. Não devemos julgá-lo por isso. Imagine o quanto ele sofreu, para acabar dependente de antidepressivos, e quantas dores ele sentiu, para ficar viciado em analgésicos. Tente imaginar o número de noites sem dormir que Michael Jackson passou, para, no final, ficar sujeito a tomar anestésicos fortes, apenas para poder ter noites de tranquilidade. Não, ele não queria isso.

A história mais conhecida é que Michael se viciou em medicamentos após o acidente no comercial da Pepsi e, com as acusações e todo o sofrimento, isso foi evoluindo, até que ele passou a tomar dezenas de comprimidos por dia. A partir daí, vários personagens foram entrando nesse contexto. Elizabeth Taylor foi um deles. Na época da primeira acusação, ela colocou MJ numa clínica de reabilitação na Irlanda do Norte.

"Eu sofri e lidei com o mesmo tipo de problema médico que agora aflige meu amigo Michael Jackson. Por causa disso e por nossa amizade, quando os médicos ligaram perguntando se eu poderia ajudar, fiquei contente em intervir. Viajei até a cidade do México, onde vi com meus próprios olhos que Michael precisava de atenção médica especializada. Por minha própria experiência no vício em remédios com receita, pude fazer uma série de ligações em busca do melhor e mais apropriado tratamento para o Michael. Ele agora está fazendo esse tratamento na Europa. Só repetirei que sou amiga de Michael Jackson, eu o amo como a um filho e o apoio de todo o coração." disse Elizabeth, que não revelou a clínica em que Michael estava internado.

Mas, infelizmente, esse tratamento não adiantou. Era necessário algo mais intenso. O Rei do Pop voltou a tomar remédios alguns anos depois. Para piorar a situação, em 2009 ele contratou um médico, Conrad Murray, que iria acompanhá-lo durante a turnê This Is It. Por ambição, imprudência, ou simplesmente incapacidade, o 'Doutor' Murray dava tudo que Michael pedia; desde remédios simples, até os fortes e perigosos. Entre eles estavam o Demerol, Propofol, Metadona, Valium e Oxycontin. Esses medicamentos não são como o Dorflex, que é muito comum termos em casa, na bolsa, no estojo. A maioria deles são utilizados apenas em hospitais, e com extrema cautela. Doses maiores do que o recomendado podem ser fatais. Certamente Conrad Murray esqueceu que um médico deve fazer o melhor para seu paciente, independente de dinheiro, de pedidos, ou qualquer outra coisa.

Michael se encontrou sozinho. Ninguém interferiu, ninguém o ajudou. Onde estavam os que hoje choram por sua partida? Onde estavam seus amigos, sua família? A mídia só tratava de pisar em sua dignidade, sujar sua imagem. Ele estava sem apoio. Faltou um ombro amigo para falar: "Chega! Você não vai tomar mais nada!". Ninguém teve essa atitude. E, depois de tudo isso, eu só consigo chegar a uma conclusão: o descaso do mundo matou Michael Jackson! Não foi apenas um médico incompetente, não foi apenas um vício em remédios. O Rei do Pop foi morto pelo mundo. Sua morte começou há muito tempo, quando as pessoas esqueceram que ele era um SER HUMANO, igual a todos nós. O que aconteceu em Junho de 2009 foi apenas uma consequência de uma vida muito sofrida.

E, agora, o que resta para nós, fãs, é manter vivo o legado do grande gênio, que não recebeu o devido reconhecimento da sua contribuição nesse planeta tão preconceituoso e egoísta.

"Nós o abandonamos. Permitimos que aquela criatura magnífica, que um dia agitou o mundo, caísse enquanto tentava construir uma família e reconstruir sua carreira. Estávamos ocupados demais fazendo julgamentos. A maioria de nós lhe deu as costas." - Madonna

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Clique aqui para conferir a letra da música 'Morphine', do álbum Blood On The Dance Floor, onde Michael fala sobre o Demerol.



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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A ponte cai - Michael Jackson and Friends


Em 1999, Michael Joseph Jackson participou do 'Michael Jackson & Friends', shows beneficentes que teriam a participação de vários artistas, e que apoiariam a 'Fundação de Ajuda às Crianças Nelson Mandela', a 'Cruz Vermelha' e a 'UNESCO'. Após se apresentarem na Coréia, Michael e os outros artistas seguiram para a Alemanha, onde iriam realizar um concerto no Estádio Olímpico de Munique.


Era Junho de 1999. Às 5 horas da tarde, o show começou. Vários artistas se apresentaram, até que chegou a vez de... MICHAEL JACKSON! A performance mais esperada de todas. Ele entrou no palco e começou um Medley, como aquele que cantou no MTV Music Awards de 1995: The Way You Make Me Feel, Black Or White e Billie Jean.


Depois disso, Michael Joseph Jackson começou a apresentação mais chocante - em todos os sentidos - daquele concerto. Era a música Earth Song, lançada em 1995, no álbum HIStory. Parecia uma performance normal, até que uma ponte surge na frente do palco, se unindo em 3 partes. Era a denominada 'ponte sem retorno'. Michael sobe nela por um dos lados, enquanto fogos e estalos seguem seus passos. Ele chega no topo. Mais e mais explosões são acionadas. Os lados da ponte são separados, e o meio fica 'solto' no ar. Até aí, tudo estava ocorrendo como planejado.


"Os seguranças de Michael pareciam preocupados, e sem aviso nenhum o topo despencou do alto. Se ouve um estrondo, e deu para escutar Michael gritando um 'ooooooochhhh' de dor", relatou um fã que estava na plateia do show. "Só quem estava perto do palco notou tudo isso acontecer, para o restante do público foi apenas parte do espetáculo. Mesmo sofrendo, com a mão sangrando um pouco, Michael continuou a música até o fim, sem errar, nem mesmo trocar as letras: isso é que eu chamo de profissionalismo!"


Sua maquiadora e amiga Karen Faye confessou que entrou em pânico ao ver a ponte despencando na frente do palco: "Comecei a correr atrás do palco em pânico ao ver como a ponte desapareceu rapidamente para baixo da frente do palco, batendo diretamente no chão! Meu coração parou! Para mim, o tempo parou!".


Após o encerramento, com You Are Not Alone, o Rei do Pop foi levado ao hospital. Ele não sofreu nada grave, porém sua coluna foi danificada. Tudo isso só serviu para comprovar o quanto Michael amava os seus fãs, e dava o seu melhor para agradá-los.

E, para finalizar, uma revelação:
"Sabe, naquele momento a única coisa que eu ouvia na minha cabeça, era a voz de meu pai dizendo: Michael, não decepcione o público!" [MJ para Karen Faye]



Acidente:

http://www.youtube.com/watch?v=ibFEHVXnk9E


Outros vídeos:
Medley 'MJ e Friends - Munich'

You Are Not Alone 'MJ e Friends - Munich'

Comparação - O show que deu certo e o que deu errado


Depoimentos:
Fã que presenciou o acidente na platéia

Karen Faye, amiga e maquiadora



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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Michael Jackson num voo da Varig, em 1996

Marcelo Senna é o editor executivo do jornal 'Extra'. Em 1996, ele dividiu um voo da Varig para Salvador com, ninguém mais, ninguém menos, do que Michael Joseph Jackson. Ele relata sua experiência com o Rei do Pop nesse depoimento bem interessante. Confiram!

"Michael Jackson num voo da Varig sem primeira classe? Conta outra!"

"Ele tem um olhar muito frio. Congelante." Esta foi a primeira impressão que eu tive no voo Rio-Salvador, que compartilhei com Michael Jackson há 13 anos, quando ele estava gravando com o Olodum. Mas essa impressão lentamente desapareceu quando eu testemunhei um lado do cantor que talvez poucos podiam conhecer. Nos setenta minutos que permaneci de pé cinco metros na frente da estrela, eu tentei todas as formas de entrevistá-lo. Dois seguranças assustadores, que poderiam estar em "Thriller", evitavam que eu me aproximasse.

Mas se eu não o entrevistei, apesar de ser o único repórter do mundo ali, eu testemunhei, de muito perto, uma performance que provocou um barulho dos cintos sendo desatados e fez todo mundo virar o pescoço para a primeira cadeira do Boeing 737 da Varig.

Michael Jackson passou a maior parte do voo brincando com seus companheiros, um menino e uma menina de seis anos na época. Com eles, seu olhar era diferente. Era doce. Em local vip, pude acompanhar atentamente o que poucos viram e ouviram: a história em que MJ interpretava um leãozinho perdido na floresta. As crianças ficaram encantadas com os rugidos e os rostos durante a história. Eu também. Foi melhor do que qualquer um dos clipes da mega estrela na TV. Este foi um clipe quase exclusivo, para mim e para as crianças.

Aquele foi o voo do frisson. Os 81 passageiros só respeitaram o aviso de apertar os cintos na decolagem e na aterrissagem. Lá no alto, muitos queriam chegar perto do astro. Sem sucesso, claro, já que os enormes cães de guarda proibiam qualquer contato. O próprio mito tentava esconder o rosto em aproximações maiores. Um ou outro conseguiu uma foto para provar que esteve no avião com o maior ídolo da música pop. Afinal, quem acreditaria na história? Michael Jackson num voo de carreira da Varig sem primeira classe? Conta outra.

Ele usava uma jaqueta vermelha da equipe de futebol Torpedos Soccer Team, calças pretas e chapéu. Ele entrou no avião com sua inseparável máscara cirúrgica, que tirou apenas depois que as portas estavam fechadas.

Fui um privilegiado porque permaneci de pé na frente da primeira fileira e não pude sair dali por muito tempo. Já tinha combinado com as aeromoças que iria parar ali quando elas servissem a comida. Assim o fiz. Mesmo com os pedidos dos seguranças para voltar a minha cadeira, expliquei que o carrinho da comida bloqueava o caminho. Uma bela desculpa.

As aeromoças, por sinal, disputaram para ver quem o servia. Michael adorou o guaraná e comeu de tudo: canapés de queijo, presunto e salame; ovos de codorna, frango empanado, abacaxi, uvas e quindim (é, há 13 anos o serviço de bordo era bom assim). Só fez cara feia para o croquete de carne.

Mas, quem teve o maior privilégio foi o comandante do voo. Michael foi à cabine e cantou a cappella, "Heal The World", quando o avião estava sobrevoando a Ilha de Itaparica (próximo a Salvador). E eu estava pensando que já tinha tido os melhores momentos da minha vida antes disso!

- Marcelo Senna, editor executivo do Extra. Depoimento dado em 2009.



Créditos:
- Fórum The Essential
- Extra Online

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Isso me faz querer GRITAR!

'Scream' foi o primeiro single do álbum 'HIStory: Past, Present and Future - Book 1'. É o lado 'A' do compacto 'Scream/Childhood'. Na época de seu lançamento, Michael Jackson estava sendo bastante criticado e humilhado pela mídia, que o apelidou de 'Wacko Jacko' (Jackson Pirado). Scream é como uma 'resposta' para a imprensa.


O dueto foi gravado com sua irmã, Janet Jackson, que também segue carreira musical. "Cansado de injustiças! / As mentiras são nojentas! / Você está vendendo almas. Mas eu me preocupo com a minha! / Tente passar por cima de toda mentira que eles inventam. / Eu não aguento mais! / Cansei de ouvir você contar a história do seu jeito!" diz a canção, atacando as mentiras publicadas pelos tablóides.


Scream vazou ilegalmente para as rádios antes de seu lançamento, e até hoje não sabemos quem foi o responsável pelo feito.


No videoclipe, Michael e sua irmã estão numa nave espacial futurística, onde cantam e dançam com um 'ar de revolta': "Pare de me pressionar!". Aproximadamente 7 milhões de dólares foram gastos na produção desse vídeo, que bateu o recorde de videoclipe mais caro da história. Porém, Scream perdeu seu posto para a banda 30 Seconds To Mars, com o clipe 'From Yesterday', que custou, em média, 13 milhões de dólares.


Scream manteve o objetivo de músicas como Leave Me Alone e Tabloid Junkie: acabar com as humilhações causadas pela imprensa. Mas parece que não adiantou muito. Ela continua inventando mentiras sobre Michael Joseph Jackson, sem a mínima prudência, piedade e sensatez.

"Irmão, por favor, tenha piedade. Porque eu não aguento mais!"



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